Há tabúa a crescer na nossa vala de infiltração, e confesso que durante muito tempo olhei para ela quase só como “a planta do charco”.

Depois li Braiding Sweetgrass e comecei a vê-la de outra forma.

A tabúa pode abrir tantas portas numa manhã com crianças. Podemos começar simplesmente por a encontrar junto à água, tocar nas folhas compridas, observar a espiga, perceber que há uma parte masculina e uma parte feminina, reparar nos insectos que a visitam e nos animais que encontram abrigo ali.

Depois, pouco a pouco, o encontro cresce.

Podemos falar sobre zonas húmidas, raízes, água, sedimentos e solo. Podemos fazer experiências simples com frascos para observar as diferentes camadas da terra, perceber como a água transporta partículas, e explorar como as raízes ajudam a filtrar a água, tornando-a mais limpa para outros seres vivos enquanto a planta recebe nutrientes.

Podemos também tecer com as folhas, pensar em usos tradicionais das plantas, falar sobre cuidado, gratidão e reciprocidade, e perceber que uma planta não é apenas “uma planta”. É habitat, filtro, alimento para alguns seres, material, presença, sistema.

É isto que me encanta no Alo Lira: Garden Explorers: uma coisa pequena no jardim pode tornar-se ciência, arte, permacultura, história, ecologia, trabalho manual e conversa filosófica.

Tudo começa com um encontro.

Em Agosto, teremos algumas manhãs seleccionadas para crianças, em grupos pequenos, aqui na Alo Lira, em Salir do Porto.

Se gostava que a sua criança se juntasse a nós, envie-me mensagem e partilho os detalhes.

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